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24 de maio de 2010

O assistencialismo está criando uma geração de acomodados?

Até onde vai o assistencialismo no Brasil?

Até onde cidadãos da classe média (média pro governo né?) irão pagar a conta?.

É muito simples, para aqueles que têm muito dinheiro o governo não precisa defender, eles têm com os defenda, para os miseráveis que há pouco tempo estavam abaixo da linha de existem as políticas assistencialistas, as bolsas, até os exilados do passado têm bolsa, o próprio presidente da república, três dias preso no período de ditadura e R$ 5000 de pensão vitalícia, e a classe média? Quem defende seus interesses?

Mudar a vida do miserável é fácil, o bolsa família melhora a vida de quem não tem nada em 100%. Mas, e aqueles que pagam imposto de renda, escola, convênio médico, previdência social, contribuições sindicais, tudo sem nenhum benefício.

Na verdade resolvi escrever isso nem foi pra criticar o governo, mas, pra tentar entender onde iremos parar. Muita gente está se acostumando com o assistencialismo e institui-se informalmente a profissão de miserável, pedinte, o esmolé.

Antigamente eu não podia conceber que alguém resolvesse viver assim de livre e espontânea vontade, mas tenho mudado a concepção.

Após ver algumas coisas na minha vida, percebo que as pessoas estão realmente pouco preocupadas, pedir é mais fácil, sempre haverá alguém com um bom coração.

Não estou dizendo que pessoas realmente não possam chegar ao ápice da miserabilidade, mas, duas rápidas historinhas, certo dia no transito de São Paulo, uma mulher com uma criança no colo, pedindo no sinal, cena clássica numa metrópole como São Paulo. Uma outra mulher, num carro, não luxuoso, compacto popular, abre o vidro, e lhe entrega um pão desses redondos (talvez sírio), a criança segura o pão, a mão vira as costas, tira o pão da criança e joga no chão.

Cena dois, outro dia no ônibus fui despertado a escrever esse texto por um rapaz, alto, forte, aparentemente saudável, não se queixou da saúde, apenas pediu ajuda para levar o leite pra casa. No ônibus umas vinte pessoas que possivelmente estavam desde as seis da manhã acordados, já se passavam das dezenove horas, provavelmente todos cansados, alguns talvez até com uma saúde mais fragilizada, outros após o trabalho se dirigindo à universidade, enfim, os responsáveis pelas engrenagens do país continuarem girando. O que me chamou a atenção não foi o gesto de pedir ou o gesto de ajudar, mas sim, a frase final do texto do rapaz, que provavelmente repetira o dia todo, disse ele "se souberem de algum lugar que possa me ajudar, com comida ou dinheiro eu agradeço". Afinal, num lugar como São Paulo é muito difícil ficar sem comer ou sem ajuda.

Fiquei pensando, não vejo dentro de ônibus, trem e metrô (e olha que utilizo muito transporte público) ninguém pedir trabalho. Há uns duzentos metros do local que o rapaz entrou no ônibus uma obra com uma placa, precisando de trabalhador, porém, pedir exige um esforço menor.

Não sejamos hipócritas, claro, tem gente passado fome? Tem. Mais dois exemplos e tenho certeza que você deve ter mais algum, outro dia, num ônibus na região do ABC percebi um cartaz da empresa Basf, onde oferecia trabalho e estudo para deficientes físicos, primeiro e segundo grau, trabalhando, com salário e benefícios de uma empresa Multinacional.

Num outro canto da cidade a empresa de elevadores Atlas Schindler mantém aliança com o Senai para os cursos de qualificação profissional de montagem e instalação de elevadores, pra se ter uma ideia a última turma teve índice de contratação por parte da empresa de 90%. E tantas outras empresas têm ação desse tipo.

Mas pedir é mais fácil, exige menos esforço. Esse é "ensinar a pescar" do governo brasileiro.

Pablo Souza
www.cultcomunicacao.com.br

11 de abril de 2010

Escondeu-se de março toda a poesia de suas águas.

A cada dia eu tenho mais dificuldade em compreender qual o papel do estado, no caso de Niterói, aliás, como sempre fazem os políticos brasileiros, Lula atribui a culpa aos pobres miseráveis que foram morar naquele local, talvez tenham ido em detrimento de lindas casas na zona sul. Não acredito que alguém vá morar sobre um lixão por que quer.
Não muito distante Serra em São Paulo, no inicio do ano quando chuvas também causaram muitos transtornos à cidade, o governador disse que a culpa era da natureza, sabe como é, muita chuva, fatalidade, essa expressão é muito usada por eles, guardem, fatalidade. A grande verdade é que a natureza não tem sentimento, ela chove quando tem que chover e seca quando quer, isso todos sabemos, mas para nossos ilustríssimos políticos não, ela é a mãe de todas as catástrofes, é impiedosa e sem coração enquanto eles são os pais dos fracos e oprimidos.

No Chile, um terremoto de 8,8 matou 486 pessoas, no Rio, uma chuva e morre 200, esse é o retrato da infraestrutura, não só do Rio de Janeiro, mas do país. E a Copa, e a Olimpíada, o PAC, vão resolver tudo, a vão. Esse ano, é ano de eleição ao invés de dizer pense bem em quem votar pergunto, será que vale a pena votar?

Na verdade as imagens de Niterói retrata exatamente como nós, cidadãos, somo enxergados pela classe política, um grande lixão.

Pablo Souza

9 de março de 2010

Protesto.

Essa semana dois casos de acidente provocado após o consumo de álcool, então eu pergunto: alguém que bebe, entra em seu carro, anda 20 km na contramão ou invade um parque em Carapicuíba e acaba com uma família foi culpado ou não? Tem dolo ou não?
Pra mim é a mesma coisa que pegar uma arma atirar em alguém, enquanto esse tipo de crime não for julgado no rigor da lei, mais que a lei dos livros, mas a lei moral, continuaremos a ver essas coisas acontecerem dioturnamente.
Esse camarada que atropelou pai e filho em parque na cidade de Carapicuíba responde já a três processos por dirigir embriagado e sem carta.
E aí? Tem precedente? E a família destroçada que ajeita?
Fala sério né?

4 de dezembro de 2009

Dessa vez aplaudo Lula.

Sempre critico o nosso presidente, porém, ao se opor aos grandes líderes globais numa entrevista coletiva conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel, foi eloquente.
Como um país que adora guerra, tem armas nucleares, matou milhares de iraqueanos, ou como os alemães mataram milhões de judeus e por aí vai, têm autoridade moral para proibir que outro país o tenha.



Achei pertinente e preferia que ninguém tivesse esse pensamento bélico, destruidor, porém, se o Irã é uma ameça, os EUA também é.

Que susto.

Tomei um susto agora ao ver a notícia na primeira página do Estadão: Pão de Açucar compra as Casas Bahia.
Acho que nunca nem passou pelas nossas cabeças uma possibilidade dessas né? Pois é, Abílio Diniz dá mais uma tacada fenomenal e encaçapa a bola oito.

25 de novembro de 2009

As palhaçadas do planalto

Eu gostaria realmente de saber que cachaça é essa que se bebe nos corredores dos palácios do Distrito Federal. É sério.
Que tipo de droga faz essa droga de classe política, o presidente e seu bando de "aspones" criticarem o presidente americano ou indicarem o nosso sistema único de saúde ou qualquer coisa que o valha.
Não temos problemas aqui né? Céu de brigadeiro.
Aliás céu que o Lulinha, (o filho do presidente que seguindo o exemplo do pai nunca trabalhou na vida e virou sócio de empresa de telecomunicações) voou a bordo do avião que nós idiotas pagadores de impostos pagamos, ele e mais uns quinze amigos. Pra que? E porque?
Como disse o Boechat hoje cedo, como ninguém diz quem estava naquela porcaria de avião podemos achar qualquer coisa, inclusive que o Beira-mar, o Marcola e etc estivessem lá.
Lula, faz favor né?

23 de novembro de 2009

A fazenda sexy.

Não tenho assistido o programa A Fazenda da Record, mas tenho escutado e lido algumas coisas, e a impressão que tenho é que essa turma veio para sexualizar (desculpe o neologismo) de vez. Parece que o que permeia a segunda edição do reality é justamente sexo. Elas fazem questão de tirar a roupa e se deixar mostrar, eles já se dizem com falta de sexo com dois ou três dias de confinamento, querem fazer auê ou são doentes, talvez mentais.
Então a pergunta que faço é: que tipo de marca, que tipo de produto vincula-se a este tipo de mídia?
Sinceramente não sei, uma pilha de pseudo-personalidades falando de sexo, mostrando dia a dia toda a sua ignorância e provando cada vez mais que para estar num reality deste tem que estar muito por baixo.

3 de novembro de 2009

Duas notas importantes hoje


Polícia Federal fez o mapeamento de 1819 lugares em que menores oferecem serviços sexuais por até R$ 2,00.
É esse o país que nós vivemos, algumas vezes essas crianças compram comida, na maioria, crack.
Geralmente são postos de combustíveis, bares, boates, restaurantes e até o acostamento das estradas. O pior é que em São Paulo essa média cai para 14,8 km, ou seja a cada 14 ou 15 km de estradas em são Paulo encontraremos crianças se prostituindo, por um pão ou uma pedra.
Na falta do Estado, das possibilidades de saneamento básico, saúde, educação, moradia, é este o Brasil que nós enxergaremos, na verdade temos dois Brasis, este, real, implacável com as necessidades dos menos favorecidos e um outro, o Brasil que nossos políticos conhecem, a cada vez que ouço um discurso da situação seja a situação que for, hoje a turma do Lula, ontem a do FHC, cada discurso destes facistas inescrupulósos me faz sentir-me na Suiça.
E aí eu pergunto e aí Polícia Federal, o mapeamento foi feito, e agora?



Quantos morreram nas torres gêmeas? Três mil?
Pois bem, eles morreram em nome de que? Ou de quem?
O fato é que todo o aço das torres foi utilizado para a construção de que? Um monumento à paz? Para dar assistência à famílias? Para sei lá, ajudar a sair da crise, qualquer coisa para um bem comum.
Não, mais uma vez os EUA se superam na soberba e gastam todo o aço das torres e U$ 1 bi para construir um navio de guerra.
É só nisso que eles pensam?



Frase do dia: Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons (Freud)
Tenha um bom dia e seja feliz.

O samba nem agoniza, quem dirá morre.


Sempre escuto muita babozeira por aí, o samba morreu, o samba tá devagar, o samba não se renova.
Modéstia a parte, não é isso que vejo, o Brasil tá cheio de grandes jovens bambas, gente que faz um samba de primeira com ou sem um surdo de segunda.
As perguntas que eu fizer aqui, se não souber responder, faça uma pesquisa ou volte mais tarde, postarei aqui ótimos novos sambistas, e nem vou me incluir.
Conhece Marquinho Dikuã? Moyseis Marques? E o Quinteto, conhece? E Sanny Alves?
Vou parar por aqui e logo falarei de muitos destes artistas, o que mostra nosso samba privilegiado e único.
No próximo post sobre a falsa morte do samba falarei um pouco de Moyseis Marques.
Um ótimo dia e seja feliz.

31 de outubro de 2009

As lições da vida.

A vida é uma lição que aprendemos à duras penas. A arte do encontro embora tantos desencontros pela vida, como o poeta falou, é também a arte de sofrer, a arte de amar, de golpear e ser golpeado.
A vida é bela, embora nós, reles mortais, teimemos em querer dela fazer feia. Essa mania de nós humanos acharmos que existe GENTE e gente que nem é gente, é que fomenta o ódio, as guerras, as intrigas por motivos fúteis.
Os valores cada dia mais deturpados, a decência indecentemente violentada.
Mães e pais moram separados, os filhos, por sua vez, passam a ter duas educações, às vezes três ou quatro. E esses pais querem filhos perfeitos.
O conceito de família mingua, as pessoas casam mais preocupadas com o divórcio futuro, que com a possibilidade de formar a felicidade através da família.
Vejo pessoas exigirem atitudes e valores que não fazem parte do seu dia-a-dia, mães não respeitam avós, e exigem respeito de seus filhos. E o exemplo hein, cadê?
O que leva por exemplo, universitários tomarem aquela atitude com a garota da Uniban?
Se o vestido era curto, decodado, unhas pintadas, qual é o problema? Aí um grita: "ela é puta", tudo bem, e se for?
Já muitas meretrizes com mais dignidade que moças "de família"
Repense seus valores e seja feliz

23 de outubro de 2009

A vida resumida a um par de tenis e uma jaqueta vermelha.


A vida resumida a um par de tenis e uma jaqueta vermelha.

É isso mesmo. A que pode ser resumida uma vida? Quanto vale uma vida?
Se perguntarmos aos senhores Denis Leonard Nogueira Bizarro e Marcos Oliveira Salles (capitão e cabo) provavelmente dirão que um par de tênis e uma jaque
ta pague.
O que dizer ao ver aqueles que são pagos (por nós diga-se de passagem) pra nos defender, tomam este tipo de atitude, como se não bastasse a omissão do socorro a uma vítima da violência cruel que assola nossos dias, eles ainda roubaram o morto.
Isso é nojento, podre, causa repulsa e ansia.
Que a família de Evandro (coordenador do AfroReggae) encontre neste momento um pouco de conforto, onde não sei, mas Deus saberá, pois se esperarem pelas coisas da terra...

Realmente o Lula de boca fechada é um poeta.

A última metáfora do presidente foi de encontro aos cristãos, desta vez, ao dizer que se Cristo tivesse que governar um país (diga-se de passagem o Brasil), ele teria que fazer aliança até com Judas, Lula foi além da deselegância desnecessária, ofendeu infantilmente aos religiosos do país.
No mais ele diz, olha, eu sou um santinho, mas sabe como é, tenho que me juntar aos ladrões, safados e pilantras do congresso e da câmara pra poder governar, afinal tenho um monte de bolsa pra pagar.
Aí faço a simples pergunta: Presidente, houve mensalão ou foi obra de ficção?

14 de outubro de 2009

Tem que rir a toa mesmo né?


Porque Lula tem restituição de IR?
No momento em que a receita barra as restituições de 12 milhões de brasileiros, porque o governo está com baixo caixa, o presidente da república recebeu a sua, porque?
Tem uma explicação, vossa magestade tem esse direito garantido por lei, pois, é idoso, tem mais de 60, anos, é legítimo.
O que não é legítimo é que só o presidente tenha a lei a seu favor, pois hoje ouvindo a BandNews FM pude perceber que são muitos pesos e muitas medidas.
A certa altura do programa Ricardo Boechat, pediu pra que os contribuintes ouvintes que estivessem na condição de Lula (aposentado, acima de 60), porém, com a restituição bloqueada entrasse em contato través do e-mail, e qual não foi minha surpresa, dezenas de e-mails foram recebidos pela produção.
Agora o que realmente causa estranheza é o porque o presidente tem restituição, uma vez que, tem salário de presidente, aposentadoria por nunca ter trabalhado na vida, e também tem mais R$ 5.000,00 de bolsa ditadura. Por ouro lado a sua prole já é crescidinha né? Que tipo de abatimento ele pode ter? Convênio médico?
Gostaria de ouvir as respostas.

12 de outubro de 2009

O ser humano não se repete.


Tenho ouvido e lido muito do que se fala a respeito de Diogo Nogueira, muitas críticas à sua música e seus trabalhos fonográficos.
Se faz como no primeiro trabalho dizem que quer ser clone do pai, se não faz, como no segundo ele não mantêm acesa a estrela que seu pai deixou.
Ora, decidam-se. O título desse artigo é propício, não esperem do Diogo o João, João foi um só, Diogo também é único. Edinho não foi Pelé.
Opinião pessoal tudo bem, gosto ou não gosto do trabalho, agora discorrer linhas como se fossem todos extremamente entendidos de samba, da história do samba ou da vida do rapaz acho demais.
Outro que causa esse tipo de atitude é Arlindo Cruz, acho que Arlindo nada mais tem a provar para ninguém certo? Excelente autor, se mantem entre os mais antigos e os mais jovens, transita por toda a esfera da música popular brasileira, é querido na Globo (a maior emissora do País) assim como Diogo, dizem que é porque ele é bonito, estilo menino do rio e etc. Pergunto qual a culpa que ele tem se as pessoas o enxergam assim?
Acredito que quem não tem competência não se estabelece, portanto Arlindo é extremamente competente, como Nei Lopes, como Paulo César Pinheiro, o próprio o João e muitos outros, quanto a Diogo talvez seja cedo para fazer prognósticos, porém, se não dermos o tempo para que ele prove seu talento, potencial e também capacidade de gerenciar sua carreira não podemos escrever textos levianos a seu respeito.
Eu tive o trabalho de ouvir com calma seus dois trabalhos fonográficos, o primeiro acho bom, mas é o que se esperava, explorar a carreira do pai (explorar no bom sentido, a vasta e expressiva obra de João), no segundo o inicio de fato de sua carreira, claro que a tendência é alcançar a maturidade, mas não acho um disco ruim, pelo contrário a gravação de Sou Eu (Chico e Ivan), mostra que o rapaz tem personalidade e bom gosto.
Portanto, Diogo, boa sorte e sucesso.

9 de outubro de 2009

Nobel da paz.

Que Obama é muito diferente de Bush, todos sabemos. Que tem postura mais diplomática e democrática também, porém, tantas e tantas pessoas que não tem a maior economia do planeta nas mãos fazem tanto ou mais pela paz, não acho muito justo essa honraria.
Amigos, o Haiti continua o Haiti, o continente Africano continua miserável, na China continua a exploração. Combater essas pragas que diminuem o ser humano e que muitas vezes nos fazem sentir vergonha de ser humano é dar realmente valor às pessoas e à paz.
Abrir a carteira (trilhões) comos os países ricos fizeram pra amenizar uma crise criada única e exclusivamente pela ganância e soberba deles próprios vale, juntar esses trilhões todos para amezinar a fome que "come" crianças nos miseráveis países africanos e em outros locais do mundo, (nós brasileiros nem precisamos ir muito longe né?) isso não, isso não dá cartaz, não dá voto, não dá projeção.
É preciso repensarmos os valores, principalmente o valor humano, o mundo que deixaremos a nossos filhos depende muito dos filhos que deixaremos para este mundo.

Um forte abraço e um ótimo fim de semana.

conheça a Santeria.

28 de setembro de 2009

O que quer Honduras?


Tenho sido crítico do Presidente Lula e posso fazê-lo, pois já voltei nele algumas vezes. Apesar de tantas críticas que tenho feito não posso deixar de dizer que concordo plenamente com sua posição no episódio Honduras.

Não podemos mais aceitar esse golpes infundados que tornam uma populaçao inteira refém deste tipo de comando. Não muito distante em nossa história, passamos por isso e sabemos o inferno que foi vivido aqui, com seu ápice alcançado com o AI-5.

Para mim, ponto pro Lula, também não acredito que se possa reconhecer um governo deste tipo. A censura quebra qualquer princípio de igualdade e o uso da força tira a legitimidade de qualquer solicitação por mais legítima que seja.

16 de setembro de 2009

Hoje eu vou falar do "Seu Zé".

"Seu Zé" é um brasileiro honesto e idoso como outros milhares de idosos honestos dos quatro cantos do País.
Como qualquer outro idoso honesto e pobre deste país, provavelmente o "Seu Zé" não teve como constituir um patrimônio para que na sua velhice pudesse durante as tardes ensolaradas ficar no banco da praça, jogando dominó, dama e conversa fora.
Não, "Seu Zé" precisa trabalhar para garantir seu sustento e o sustento da família.
Pois bem, "Seu Zé" vende flores (ou vendia), e por sinal muito próximo ao escritório onde trabalho, praticamente em frente ao restaurante em que por vezes almoço, algumas vezes inclusive eu me utilizei de suas rosas.
Bom, pra resenhar, ontem, ao terminar meu almoço, desci as escadas do restaurante e com que eu me deparo? Com o rapa, é, lá estava o rapa tirando o sustento do "Seu Zé".
Percebi o constrangimento do guarda civil metropolitando naquela abordagem, porém, os homens que colocam a mão na massa, os truculentos brucutus, só faltam rir. É lastimável as coisas que dia-a-dia nós precisamos testemunhar.
Quantos "Seu Zé" estão por aí neste momento? Quantos? Mas, "Seu Zé" é culpado, se ele tivesse conchavado, costurado alianças, se tornado político, fosse amigo do Sarney, do Collor, do Lula, se tivesse se tornado dirigente sindical ou líder do mst, talvez tivesse um destino diferente, mas ele é só o "Seu Zé", como meu pai é "Seu Zé", talvez o seu pai também, mas se não for, não há problema, pode ser "Seu João", "Seu Dito" e tantos outros idosos pobres, num país de idosos pobres, pobres, doentes, desprovidos de previdência e um estado sem providências.
Abaixo, fotos do acontecimento do "Seu Zé".







Tenha um ótimo dia e se puder, seja feliz.


10 de setembro de 2009

Até quando vamos realmente acreditar na insanidade de que somos diferentes e começaremos a tratar do que é real e verdadeiramente importa?

O mito do raça nunca foi deixado de lado. Após o holocausto a sociedade até achou que viveria sem essas divisões, porém, infelizmente não foi bem assim.
Tanto é verdade que continuamos a nos tratarmos com diferenças e divergências, não fosse assim, brancos, pretos, indígenas bolivianos, malaios, chineses, hutus e tutsis, os grupos éticos nigerianos e as castas indianas tratariam todos iguais.
Não fosse isso, no Brasil, não se discutiria por dez anos o tal estatuto da igualdade racial. Aliás, que igualdade é essa em que eu preciso criar um conjunto de regras pra dizer que apesar de diferentes somos iguais?
E aí a sociedade, as empresas querem falar em sustentabilidade, fala sério, não aprendemos a viver em harmonia com as nossas diferenças, e não falo de diferença de raça, a raça é uma só, e queremos falar em sustentabilidade, que nada mais é do que falar de gerações futuras, como se soubessemos de tudo, e tivéssemos respostas para tudo, se não sei falar com meu vizinho porque ele tem uma casta diferente, ou não tem cata sei lá, porque ele é judeu ou ateu, porque ele é preto, branco, amarelo ou tem um olho mais puxado, como falar de futuro. Se continuarmos a fazer o que fizemos até agora o que as gerações futuras aprenderão conosco?
Na verdade essas tentativas do estado nada mais é pra mim do que institucionalizar a discriminação.
Todas essas discussões me levam a crer em apenas uma coisa, não demos um passo em direção a paz, a igualdade e a humanidade nos últimos 70 anos. 90% dos discursos são discursos escritos por pessoas que pouco se importam com a realidade e lidos por pessoas ou líderes que nem se dão ao trabalho de saber o que vão dizer no seu próximo discurso.
Vamos continuar na lei do circo e pão, dá uma bolsinha pra quem tem filho e mora nos confins, dá umas vaguinhas também na universidade, não esquece do bonézinho dos sem terra, ah, não esquece também de comprar uns aviõezinhos, submarinos, helicópteros e armas, muitas armas, assim a gente defende as nossas divisas, afinal vivemos na iminência de um grande ataque, de uma grande guerra, ou, talvez, essas armas caiam nas mãos de traficantes que têm mais afinidade com a comunidade pra que eles defendam essa comunidade das balas encontradas pelas vítimas dos descasos e desmandos daqueles que pagamos para que nos olhem.
Como eles (os líderes) dizem quando acontece alguma catastrofe como agora em Santa Catarina ou as chuvas de São Paulo, o negócio é rezar.
Você é ateu?
Sinto muito.

3 de setembro de 2009

O Estado e o poder paralelo, quem é quem?

Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre assuntos mais leves, porém agora a pouco lendo uma matéria no Estadão não posso deixar de comentar.
O que foi dito nesta (abaixo deixo o link) matéria vem ao encontro da tese que defendo de que, onde não há o poder do Estado, onde não há a mão do Estado ou o seio dessa mãe que é o Estado Brasileiro (pelo menos pra uns que não deixam essa teta por nada), o poder paralelo se instala e faz as vezes deste Estado ausente.
Aliás as táticas são as mesmas, pressão fisíca e psicológica, assistencialismo populista à comunidade e publicidade de suas ações, o que diferencia é que esse poder, o paralelo, está mais próximo à comunidade.
Pressão física e psicológica os dois poderes exercem, um através, principalmente das leis que em muitas vezes beneficia este mesmo estado, e este estado na verdade é o grupo que o ocupa nesse momento (grupos partidários), nas comunidades são criados os códigos paralelos, são impostas algumas "leis", principalmente a lei do silêncio, que o Estado de certa forma também impõe através de seus diversos mecanismos como a falta de um sistema decente de educação, ou claramente como a censura a veículos de comunicação, o próprio Estadão, em que me baseio para este artigo.
O assistencialismo é a ferramenta utilizada por estes poderes também, o Estado cria bolsas e dá o peixe, em contrapartida recebe os votos, aí, como estas mesmas medidas não são suficientes para resolver todas as mazelas dessa gente o que acontece? Vem o poder paralelo e supre as necessidades, como na própria matéria do O Estado uma moradora diz que já recebeu remédio, material para construção e etc.
Ah, não posso me esquecer da publicidade, assim como nossos amigos políticos os neo-empresarios do mercado das drogas, digo novos porque estes agora também tem uma preocupação social, querem tornar seus negócios sustentáveis, também querem interagir mais com seus stakeholders, como os políticos também participam das festividades comunitárias, e até as patrocinam, churrascos, igrejas, participam das missas, dos cultos, assim como os políticos, porém uma diferença, se fazem presentes o tempo todo na vida destas comunidades, um pouco diferente do estado né? Que só aparece para pedir voto, pra dar borrachada, bomba de gás e etc.
Então, a comunidade passa a se afeiçoar e achar normal, tão normal quanto os escandalos emergentes das camaras brasileiras, tão normal quanto as atitudes transgressoras dos nossos políticos.
É preciso repensar a sociedade como um todo, se o Estado é a grande mãe, não tenho dúvida que cada dia mais esses "empresários" de negócios escusos assumem a paternidade de uma criança de quinhentos e poucos anos chamada Brasil.

link para a matéria do Estadão:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090903/not_imp428786,0.php

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