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17 de fevereiro de 2010

É difícil aprender.

Havia um discípulo de um monge muito sábio em certo tempo da história.
Certa vez, esse discípulo acreditou estar preparado para liderar seu povo, então foi conversar com seu mestre, que lhe disse:
“Observe este rio, qual a importância dele?".
Estavam eles no alto de uma montanha.
O discípulo observou calmamente o rio, o vale, a vila, a floresta, animais e por fim respondeu:
“Este rio é a fonte do sustento de nossa aldeia. Ele nos dá a água, os frutos, a colheita, o transporte, os animais e muito mais. Nossos antepassados construíram estas casas aqui, justamente por causa dele. Nosso futuro também depende deste rio."
O mestre sua mão na cabeça do discípulo e lhe pediu que continuasse a observar.
Algum tempo passou e o mestre procurou o discípulo e repetiu a pergunta:
“Observe este rio, qual a importância dele?"
"Este rio é fonte de inspiração para nosso povo. Veja sua nascente: ela é pequena e modesta, mas com o curso do rio, a correnteza torna-se forte e poderosa. Este rio nasce e tem um objetivo: chegar ao oceano, mas para lá chegar terá de passar por muitos lugares e por muitas mudanças. Terá de receber afluentes, contornar obstáculos.
Como o rio, temos de aprender a fluir. O formato do rio é definido pelas suas margens, assim como nossas vidas são influenciadas pelas pessoas com as quais convivemos. O rio sem as suas margens não é nada. Sem nossos amigos e familiares também não somos nada. O rio nos ensina, ainda, que uma curva pode ser a solução de um problema, porque logo depois dela podemos encontrar um vale que desconhecíamos. O rio tem suas cachoeiras, suas turbulências, mas continua sempre em frente porque tem um objetivo. Ensina-nos que uma mudança imprevista pode ser uma oportunidade de crescimento. Veja no fim do vale: o rio recebe um novo afluente e, assim, torna-se mais forte."
O mestre colocou novamente a mão na cabeça do discípulo e pediu que continuasse a observar.
Mais tempo passou, novamente o mestre perguntou: "observe este rio: qual a importância dele?"
"Mestre, vejo o rio em outra dimensão. Vejo o ciclo das águas. Esta água que está indo já virou nuvem, chuva e penetrou na terra diversas vezes. Ora há a seca, ora a enchente. O rio nos mostra que se aprendermos a perceber esses ciclos, o que chamamos de mudança será apenas considerada como continuidade de um ciclo."
O mestre pede para continuar a observar, mais tempo passa e o mestre pergunta:
"Observe este rio, qual a importância dele?"
"Mestre, este rio me mostrou que cada vez que eu o observo, aprendo algo de novo.
É observando que aprendemos.
Não aprendo quando as pessoas me dizem algo, mas sim quando as coisas fazem sentido para mim."
O mestre sorriu e disse-lhe com serenidade: "como é difícil aprender a aprender.
Vá e siga seu caminho, meu filho."

Aprenda sempre.
Ótimo dia e seja feliz.

Pablo Souza

15 de fevereiro de 2010

Mais um do Chico.

CADA UM NA SUA PRAIA

Um dia um dos meus cavalos correu um páreo de 1.000 metros na grama, dentro da sua turma. Chamava-se Esterior, assim com S, mesmo. Ele venceu no tempo de 55”3/5 – tempo de Grande Prêmio. Daí a 40 dias seria corrido o Grande Prêmio Imprensa, igualmente na grama e igualmente em 1.000 metros. Eu conversei com o meu treinador e perguntei se não seria uma boa inscrever o Esterior no G.P. Imprensa, pois o tempo em que ele correra os 1.000 no sábado anterior o qualificava para correr o Grande Prêmio.

O Roberto Morgado, meu treinador, não pensou para me responder:
- Não dá para ele, Chico.
Eu, é claro, estranhei, pois sabia que dificilmente o G.P Imprensa seria ganho em tempo muito abaixo daqueles 55”3/5.

Bolas. Por que o Esterior não teria chances, então, no G.P. Imprensa ? O Roberto Morgado me deu então uma explicação que foi uma aula de vida:
- Ele ganhou neste tempo correndo na turma dele. Quando ele encarar os craques que vão correr o Grande Prêmio Imprensa, ele vai enfrentar cavalos de galão maior, cavalos grandes, mais fortes, mais bonitos, tudo diferente do que ele está habituado na turma dele e isto fará com que ele se apequene.

Eu, louco para ver o meu cavalo disputando um Grande Prêmio (e, na minha opinião, cheio de chance de vencer), insisti muito e ele concordou e inscreveu o Esterior, sabedor do cavalo não ter menor chance; apenas para me “obedecer”.

O páreo foi corrido num domingo azul, de temperatura amena. O vencedor marcou o tempo de 56”4/5 (ou seja: um segundo e um quinto a mais que o Esterior, na sua vitória) e o meu cavalo chegou em décimo-quarto.

Ali eu aprendi mais esta.

É por este motivo que o jogador que sai dos juniores para jogar com os profissionais, precisa de tempo para se acostumar a tudo aquilo que agora tem para enfrentar, pois ali as coisas são diferentes, do físico até o fungado do atleta que ele vai encarar. Ele agora não disputa mais a bola com jogadores da sua estatura e do seu corpo, mas com gente madura, que já tem truques e um poder de força, no próprio chute, muito maior.

O mesmo se aplica na televisão. Quando se coloca dois atores que vieram do “Malhação” e lá brilhavam, contracenando com Lima Duarte, Eva Wilma e Fernanda Montenegro, eles desaparecem.

Por este motivo, a renovação tem que ser feita aos poucos, em etapas. 3, 4 de cada vez (nas novelas) 1, 2 de cada vez (no futebol), para que gente com um belo potencial não se perca, por uma atemorização desnecessária.

Quando eu comecei, na Mayrink Veiga, éramos apenas dois jovens no meio de 18 cobrões: o Antônio Carlos e eu. Sendo 2 apenas, deu para nós colocarmos a cabeça fora d’água.

Acho que é por causa dessas experiências que eu gosto muito de uma frase criada pela juventude de hoje e que define bem esta situação:
- Essa não é a minha praia.

Se não for, não mergulhe. Procure a sua.

Pablo Souza

4 de fevereiro de 2010

Prefeitura tenta higienizar o centro.


Prefeitura fecha albergues na intenção de de "higienizar" o centro e mostrar ao cidadão uma são Paulo que não existe.
A prefeitura fechou dois albergues (700 leitos) desde 2008, ela tira essa pessoas do centro da cidade e tenta fazer com que os mesmos se locomovam para a perfiferia, na verdade não há política pública pra essa gente, afinal, imposto deles é irrisório, a maioria não deve nem ter mais título de eleitor ou nunca teve, portanto, para a classe política eles não existem.
Aí, a prefeitura tenta tirar essas pessoas do centro pra iludir os olhos do cidadão, é como se o problema estivesse sendo resolvido, quando na verdade essa pessoas são jogadas nas periferias. O efeito claro é o contrário, esse cidadão deixam de ir para os albergues periféricos e voltam a dormir e passar os seus dias nas ruas.
É preciso olhar esse problema com um olho mais humano.

Pablo Souza
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Vacina para poucos.

Na Bahia, não há doses de vacina contra a meningite suficientes para a população.
Primeiro, apenas as crianças seriam vacinadas, ou seja, os pais delas que morram.
Segundo, as doses não foram suficientes nem para as crianças e detalhe, os pais tinham que ir para a fila na noite anterior.
Passar a noite na fila e não resolver é complicado né governador? Já morreram 49 com mais de 1000 infectados e aí quem resolve o problema da população baiana?

Pablo Souza
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2 de fevereiro de 2010

Você sabe o que seu cliente quer?

Henry Ford disse que se ele perguntasse o que seu cliente queria teria a resposta: um carro mais rápido.
Steve Jobs: Disse que não se deve perguntar o que seu cliente quer, afinal, se ele chega construído ele quer algo novo.
A realidade é essa, ou você pensa lá na frente ou está fadado ao fracasso.
As pessoas não sabem o que querem até porque não sabem o que podem ter.
Atuar em mercados tão diversificados e com consumidores tão exigentes é tarefa para profissionais altamente qualificados, e essa qualificação não vem apenas da acadêmia, cada vez mais é preciso conhecer amplamente e vivenciar novas experiências. Essas novidades darão o complemento à bagagem formal do estudo.
Mas não esqueçam, estudar é fundamental, conhecer também e tudo se complementa.
Tenha um bom dia e seja feliz.

Pablo Souza
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27 de janeiro de 2010

Oi, garotão...

Tu não lerás este bilhete...
Mas tenho a certeza plena de que tomarás conhecimento do que aqui te direi.
Chegaste e te foste embora...durou muito pouco a tua permanência entre nós.
Poderá alguém dizer, com precipitação, que viveste pouco...teria razão, em termos meramente humanos... E não teria razão no absoluto: posto que viveste e viverás toda a eternidade...
O fato é que a alegria de tua chegada foi logo substituída pela dor de tua partida... A felicidade de tua vinda foi marcada pelo luto de tua despedida.
Valeu a pena tanto sacrifício? Valeu, garotão, fica inteiramente tranqüilo quanto a isto...
O amor não se mede em minutos ou em séculos: é grandeza que não pode ser quantificada, medida, pesada, calculada...
Por isto mesmo é que trouxeste tanto sorriso e levaste contigo tantas lágrimas...
Sabes que aprendemos contigo? Todos nós, garotão...
Porque eras esperado, o esperado... E olha, não apenas no enxoval, tecido e bordado com tanto carinho por mãos de mãe, de tias, de avós...
Eras esperado em cada coração, em cada pensamento...
Tua gestação foi problemática, penosa... E que valor teve. Provou teus jovens pais... Em nenhum instante eles pensaram em desistir do sacrifício, da luta, dos riscos, até mesmo da vida, que o trazer-te ao mundo representava...
Tu foste e és feliz, garotão. Sim, porque nós não acreditamos na morte, senão como começo e garantia de vida sem morrer...
Não passaste pelo dissabor de não seres aceito. Pelo contrário, cada pulsar de teu coração que se formava era a alegria, a esperança, o anelo e sonho de todos que já te queriam bem, antes que nascesses.

Quem nasce das dores aceitas é assim ainda mais querido e amado.
Foi o que aconteceu contigo. As lágrimas não apagavam tua presença e até a faziam mais intensa, mais amada, mais feliz.
Sabes que, como se isso fosse possível mesmo, tu uniste ainda mais os teus pais?
Teu pai se comoveu, como pode um homem comover-se, com o heroísmo de tua jovem mãe. Dores, agonia, sofrimento, nada a afastava da missão e do conforto de trazer-te à luz.
E tua mãe admirou ainda mais teu pai, moço na idade, maduro na tranqüilidade aflita com que via passarem-se as horas de angustiosa expectativa, de presságios e de pressentimentos.
E os dois se uniram. Compreendiam que vinhas do alto. Por isto aceitaram, ainda que o fizessem em pranto, que para o alto voltasses minutos após tua chegada.


*
Este texto faz parte de uma crônica publicada pelo jornal gazeta do povo em 14 de maio de 1986. Escrita pelo jornalista José Wanderley Dias, foi dirigida a uma criança que nasceu e viveu poucos minutos.

E ele ainda concluía assim: viveste alguns minutos. E tua vida, tão curta em termos humanos, serviu para que várias dezenas de pessoas meditassem e compreendessem que a verdadeira vida, assim como o amor de que ela nasce, não pode ter fim.

Pablo Souza
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Um raio de luz (momento espírita)

O gabinete daquela escola de ensino médio se convertera, por alguns momentos, em palco para uma cena constrangedora.
Um aluno de 16 anos de idade estava ali, sentado, cabeça baixa, pensamento em desalinho, aguardando a sentença final.
Os pais, desolados, olhavam em silêncio para o filho, sem saber o que dizer diante daquele momento acerbo.
Vários de seus professores já haviam dado seus depoimentos, todos desfavoráveis ao jovem rebelde.
Se o garoto fosse expulso seria um peso a menos na sua árdua obrigação de ensinar...
Se se livrassem daquele estorvo sua tarefa ficaria mais leve, talvez pensassem alguns daqueles educadores.
O silêncio enchia a pequena sala, quando chegou o último professor para dar seu parecer sobre a questão: era o professor de física.
Homem maduro, lúcido, educador por excelência, sentou-se e, antes de dizer qualquer palavra, olhou detidamente nos olhos de cada uma daquelas criaturas ali sentadas, e sentiu-se extremamente comovido diante da situação.
Como poderia ajudar a resolver a questão sem prejuízo para o seu aluno? Afinal, para aquele nobre mestre, expulsar um aluno seria decretar a própria falência como educador.
Então, ele olhou carinhosamente para a mãe e perguntou: o que está havendo?
O que aconteceu para que a situação chegasse a esse ponto?
Tamanha era a vibração de ternura que emanava da voz suave do educador, que a mãe se sentiu amparada na sua desdita e decidiu falar.
Olhou com afeto para o filho, e, num tom de extremado carinho disse: meu filho!
O jovem, diante da pequena frase que ecoou em seu íntimo com mais força do que mil palavras de reprimenda, desatou a chorar...
Chorou e chorou, compulsivamente...
A comoção tomou conta do gabinete e as lágrimas rolaram quentes dos olhos daqueles pais sofridos, e também do professor e da diretora.
Após quase meia hora, as lágrimas foram cedendo lugar a um certo alívio, como se uma chuva de bênçãos tivesse lavado o travo de fel que pairava sobre a pequena assembléia...
Quebrando o silêncio, o garoto falou: mãe, posso lhe prometer uma coisa?
Vocês nunca mais virão à escola por motivos como este.
Um ano se passou, e a promessa que o jovem fez se cumpriu.

Um dia, o professor encontrou seu aluno no corredor da escola e lhe fez a pergunta que há muito desejava fazer: o que fez você mudar, aquele dia, no gabinete?
E o jovem respondeu, um tanto constrangido: é que minha mãe nunca havia me chamado de meu filho. Aquelas duas palavras, professor, pronunciadas pela minha mãe com uma sonoridade espiritual tão profunda, foram o suficiente para eu mudar o rumo da minha vida...
O rapaz se despediu e se foi, deixando o mestre absorto em seus pensamentos...
Em sua mente voltou a cena daquele dia distante, em que adentrou a pequena sala do gabinete...
Em suas conjecturas se perguntou sobre qual seria a situação daquele moço, se tivesse sido expulso da escola naquela oportunidade...
Pensou também na força da pequena frase: meu filho! E ficou a imaginar quão poderoso é o afeto de mãe.
E, como homem notável e admirável educador, concluiu, em seus lúcidos raciocínios: o dia que as mães quiserem, elas mudarão o mundo.
E foi assim que essa história teve um final feliz...
Um final feliz graças ao pequeno gesto de um professor...
Seu gesto foi como um raio de luz que penetrou aqueles corações com tamanha suavidade, que foi capaz de mudar para sempre a vida daquela família...
Pense nisso sempre que o seu parecer for solicitado diante de qualquer situação.

Pablo Souza
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26 de janeiro de 2010

Querido Ruy Castro

"Outro dia me perguntaram por que eu gostava tanto de ler. Vejamos.

Ler é melhor do que ir ao cinema, viajar ou usar porcarias que tiram o sujeito do sério. Ao ler você produz, dirige e estrela o filme dentro de sua cabeça; viaja sem os inconvenientes da viagem; e penetra em mundos dos quais volta mais humano e mais sábio. Nada expande mais a consciência do que um bom romance ou qualquer livro inteligente.

Pensando bem, ler é a segunda melhor coisa do mundo.
A primeira é escrever.

A que você está pensando é hors-concours."
Ruy Castro

Pablo Souza
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Já que falamos de enchente segue a coluna de 23/01/10 de Gilberto Dimenstein para a Folha..

Muito pior do que enchente

Cerca de 40% dos professores temporários da rede pública de São Paulo não passaram no teste de conhecimento. O resultado só não foi pior porque parte da nota é composta por tempo de serviço.

Mesmo assim --e por falta de alternativa-- muitos deles vão dar aulas. Essa notícia é pior (muito pior, diga-se) do que enchente. As enchentes vão e voltam, mas o professor sem capacitação fica, causando danos diários.
Não poderia deixar de reconhecer que merece apoio a decisão do governo estadual de fazer a prova, enfrentando o corporativismo. Até compreendo o anúncio de que os professores reprovados vão continuar dando aula --é isso ou nada. Melhor isso.
A prova toca na questão mais grave do país. Não há pais civilizado sem boa educação --e não há boa educação sem bom professor.

Poucas coisas são mais relevantes do que tentar atrair talentos para dar aula nas escolas públicas, valorizando o papel do professor, com melhores salários e condições de trabalho.

Se a população visse na péssima qualidade da educação uma enchente diária, causando danos por todos os lados (e, pior, na cabeça das crianças), haveria uma revolta permanente.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

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Por falar em sexo uma rapidinha agora.

O Lula disse que saiu de São Paulo para fugir das enchentes, está na Folha.
Provavelmente dos políticos todos ou pelo menos das altas cúpulas seja ele o ínico que viveu na pele mesmo, mas faço a pergunta: O que isso muda a realidade das pessoas que sobrevivem ou sobremorrem (com perdão do neologismo) a essas enchentes?
2010 tem eleição, eles irão nos prometer e não irão cumprir, pelo menos há trinta anos vejo isso.
O presidente também avalia disponibilizar a verba do PAC 2 (é, parece filme de Hollyood) para as enchentes. Ridículo.
Quem quiser ler o discurso completo do presidente na cerimônia de recebimento da Medalha 25 de Janeiro, segue o link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u684266.shtml

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Os treinadinhos do BBB.

Ontem pela primeira vez assisti a um "capítulo" dessa edição do BBB, não me surpreende mais, aliás cada vez mais tentam levar para casa estereótipos específicos.
Para ser politicamente correto e cumprir a "cota" um negro. Dessa vez a sensação são os gays, nada contra a opção porem, ontem até lembrei aquela frase do Jabor "Antigamente, o homossexualismo era proibido no Brasil...

Depois, passou a ser tolerado...

Hoje é aceito como coisa normal", sem falar as caras e bocas, e pernas e bundas.
Mas iquestionável o Q.I, uma garota perguntou a um rapaz se ele era bissexual e ele responde com uma pergunta: - O que é bissexual.

Pra nossa sorte ele só falam em sexo, afinal, se fizessem como falam...

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19 de janeiro de 2010

E você, está preparado pra ir até onde?

Um homem investe todas as suas economias numa pequena, trabalha dia, noite, sol, chuva e até dorme nessa. Para prosseguir no sonho, é capaz de empenhar as jóias da esposa.
Certo dia, ao apresentar o resultado do seu trabalho a uma grande empresa, ele ouviu que aquele produto não atendia aos rígidos padrões de qualidade exigido por eles. Tudo bem, você desistiria? Ele não.
Voltou aos bancos da escola, virou motivo de chacota, chamavam-no de visionário, sonhador, o rei da utopia. e você se chatearia? Ele não.
Dois anos após, aquela mesma empresa assina o primeiro contrato com esse homem, porém, durante a guerra, bombardeios destroem sua fábrica. Sobram ruínas. E então, agora você desistiria? Ele não.
Recomeça, consegue reconstruir sua fábrica, porém, um terremoto acaba com tudo. Já sei, agora você desistiria. Ele não.
Com o final da guerra, uma grande escassez de gasolina prejudica seus negócios, no país inteiro não se pode sair de carro pra nada, ele não tinha como comprar alimentos para sua família. Mas ele não desistiu, de mente criativo, adaptou um pequeno motor à sua bicicleta. Começou a utilizá-la frequentemente, seus vizinhos ficaram maravilhados, todos queriam suas bicicletas motorizadas. Logo a demanda pelos motores aumentou muito e ficou sem mercadoria. Decidiu então montar uma fábrica nova para sua invenção. Mas tinha um porém, ele não tinha capital para iniciar o negócio, resolveu então pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.
Com oera muito boa, sua ideia, logo conseguiu apoio de umas cinco mil lojas, eles o adiantaram o dinheiro para a empreitada.
Na verdade, esse lojistas nem sabiam que estavam ajudando a criar uma das maiores e mais respeitadas corporações do mundo, a Honda Corporation.
Respeitada no mundo inteiro, é sem dúvida um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa.
Tudo isso apenas por um motivo, a crença do seu fundador. Sua fé, seu espírito empreendedor e sua vontade de transformar a vida das pessoas fez dele um vencedor e da sua marca respeitada e valiosa. Os obstáculos não foram capazes de apagar a estrela que ele insistia em manter acesa, contra toda escuridão que se colocou à sua frente.
Construa também você sua marca de valor, dos seus valores, não precisa ser uma Honda, mas é a sua marca, e você foi feito (a) para brilhar.
Seja feliz e tenha um ótimo dia.

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15 de janeiro de 2010

Defeitos e qualidades

Certa vez, numa carpintaria houve uma espécie de assembléia.
Nessa reunião, algumas ferramentas tentavam acertar suas diferenças.
O martelo queria exercer a presidência porém, os demais participantes disseram que ele não podia, pois, era barulhento isso sem falar que golpeava o tempo todo. Aceitando a culpa, o martelo pediu que o parafuso também não presidisse uma vez que dava muitas voltas para conseguir alguma coisa.
O parafuso por sua vez concordou, porém pediu que a lixa também não tivesse tal ocupação, ele dizia que ela era áspera no tratamento com os demais membros, sempre entrava em atritos.
Ela acatou, mas impôs uma condição, que o metro também no fosse o presidente, afinal, passava o tempo medindo os outros segundo sua métrica, como se fora ele o único perfeito.
Neste exato momento, o carpinteiro entrou na sala, juntou todo o material e começou seu trabalho, utilizando-se do martelo, da lixa, do metro e do parafuso. Assim, a rústica madeira fora transformada em um belo móvel.
Saiu o foi entregar o móvel a seu cliente, logo a reunião das ferramentas recomeçou, aí o serrote tomou a palavra e concluiu:
"Amigos, acho que aqui ficou demonstrado que todos temos defeitos, porém, o carpinteiro se utiliza de nossas qualidades, dos nossos melhores pontos. Se é assim, porque não paramos de pensar nos pontos fracos uns dos outros?
Todos compreenderam que o martelo era forte, o parafuso unia e dava segurança, a lixa afiava as asperezas, o metro era preciso, exato. Perceberam então que unidos, seriam capazes de produzir lindos móveis com muita qualidade, alegraram-se pela possibilidade de trabalharem juntos, formarem de fato uma equipe.

Percebem como isso ocorre com a gente muitas vezes? Observem e comprovem, se você procura apenas os defeitos da outra, tudo fica negativo, a relação se tornar tensa, porém, se você resolve olhar as qualidades, as relações florescem, as pessoas se aproximam.
Lembre-se, o que nos faz amar as pessoas são as virtudes, não os defeitos.

Tenha um ótimo dia e seja feliz.

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9 de janeiro de 2010

Não esqueça o principal.

Diz uma lenda, que certo dia uma mulher pobre com uma criança no colo, passou em frente uma caverna e escutou uma voz misteriosa que a chamava:
- Entre, apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça de levar o principal. Lembre-se só de uma coisa: Depois que sair, a porta se fecha para sempre, portanto, aproveite essa oportunidade, mas não esqueça de levar o principal.
A mulher entrou, dentro da caverna encontrou muitas riquezas, estava fascinada pelos ouros, pelas jóias, colocou a criança no chão e começou a juntar tudo o que podia, com muita ânsia.
De repente a voz lhe diz: - você só tem oito minutos.
Quando os oito minutos se esgotaram, ela estava carregada de muita riqueza, ouro, jóias, pedras então ela correu pra fora da caverna. Só então ela lembrou que a criança ficara lá dentro e que a porta estava fechada para sempre!
Sua riqueza durou muito pouco, seu desespero toda a vida.

Esse tipo de situação muitas vezes acontece com a gente, temos anos nessa vida e muitas vezes fazemos de contas que não ouvimos a voz nos dizer:- Não esqueça o principal! Ou até tapamos os ouvidos.
E o que é o principal pra você? Reflita? Você está se lembrando do que essencial pra você? Não o que é fundamental, o que essencial. Está dando mais crédito ao que urgente e não ao que é importante?
Reflita seus valores, não se esqueça, a porta se fecha.

Tenha um ótimo dia e seja feliz.
E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto, que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui e deixamos de lado o essencial: Os tesouros da alma...
Que jamais esqueçamos o principal

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8 de janeiro de 2010

Mais um atríbuido ao Veríssimo.

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Tenha um ótimo dia e seja feliz.

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4 de janeiro de 2010

Mais uma do Veríssimo

Mulheres

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.

Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?

E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?

E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido.
Vai que você pisa numa poça..."
Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...

O sexto-sentido não faz sentido!

É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães!

E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?

E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...

Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?

Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...

É choro feminino. É choro de mulher...

Já viram como as mulheres conversam com os olhos?

Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem?

Elas conhecem todos...

Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.

EN-FEI-TI-ÇAM !

E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro!
Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...

Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".
Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus.
E com as mulheres também é assim.

O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.
E levitam.
Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento
que os faz dormir nessa hora."

Pablo Souza
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